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sexta-feira, 21 de abril de 2023

Frases de Chesterton

"THE truth is that the modern world has committed itself to two totally different and inconsistent conceptions about education. It is always trying to expand the scope of education; and always trying to exclude from it all religion and philosophy. But this is sheer nonsense. You can have an education that teaches atheism because atheism is true, and it can be, from its own point of view, a complete education. But you cannot have an education claiming to teach all truth, and then refusing to discuss whether atheism is true." ~GKC: 'The Common Man.'

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“THE idea of liberty has ultimately a religious root; that is why men find it so easy to die for and so difficult to define. It refers finally to the fact that, while the oyster and the palm tree have to save their lives by law, man has to save his soul by choice.” ~GKC: ‘A Miscellany of Men.’

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"I MAINTAIN, therefore, that the common sociological method is quite useless: that of first dissecting abject poverty or cataloguing prostitution. We all dislike abject poverty; but it might be another business if we began to discuss independent and dignified poverty. We all disapprove of prostitution; but we do not all approve of purity. The only way to discuss the social evil is to get at once to the social ideal. We can all see the national madness; but what is national sanity? I have called this book "What Is Wrong with the World?" and the upshot of the title can be easily and clearly stated. What is wrong is that we do not ask what is right." ~GKC

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O sexo é um instinto que produz uma instituição... Essa instituição é a família: um pequeno estado ou comunidade que, uma vez iniciada, tem centenas de aspectos que não são de modo algum sexuais. Inclui louvores, justiça, festividade, decoração, instrução, amizade, descanso. O sexo é a porta dessa casa... Porém, a casa é muito maior que a porta. A verdade é que há certas pessoas que preferem ficar só na porta e nunca entrar na casa. - G. K.'s Weekly, 1927

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"...o resultado prático de nossa convicção e de nossa confiança é este: que quando as pessoas nos dizem – “Seu sistema não é muito inadequado para o mundo moderno,” respondemos – “Se isso é verdade, as coisas parecem bem podres no pobre e antigo mundo moderno.” Quando eles dizem – “Seu ideal de casamento pode ser um ideal, mas não pode ser uma realidade, ” dizemos – “é um ideal numa sociedade doente, é uma realidade numa sociedade saudável. Pois, onde ele é real, ele faz a sociedade saudável." (Fonte).

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"Se o mundo moderno não insistir em ter uma lei moral clara e definida, capaz de resistir às atrações contrárias da arte e do humor, será simplesmente entregue como espólio a qualquer um que consiga fazer algo errado de uma forma simpática. Qualquer assassino que consiga matar de forma interessante será autorizado a matar. Qualquer ladrão que roube com gestos realmente humorísticos poderá roubar tanto quanto quiser." G. K.Chesterton, Considerando todas as coisas, Editora Ecclesiae.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Por que os intelectuais odeiam o capitalismo?

Por que os intelectuais odeiam o capitalismo?
N. do T.: o artigo a seguir foi adaptado de um discurso improvisado feito pelo autor, daí o seu tom mais coloquial.

Por que os intelectuais sistematicamente odeiam o capitalismo?  Foi essa pergunta que Bertrand de Jouvenel (1903-1987) fez a si próprio em seu artigo Os intelectuais europeus e o capitalismo.
Esta postura, na realidade, sempre foi uma constante ao longo da história.  Desde a Grécia antiga, os intelectuais mais distintos — começando por Sócrates, passando por Platão e incluindo o próprio Aristóteles — viam com receio e desconfiança tudo o que envolvia atividades mercantis, empresariais, artesanais ou comerciais.
E, atualmente, não tenham nenhuma dúvida: desde atores e atrizes de cinema e televisão extremamente bem remunerados até intelectuais e escritores de renome mundial, que colocam seu labor criativo em obras literárias — todos são completamente contrários à economia de mercado e ao capitalismo.  Eles são contra o processo espontâneo e de interações voluntárias que ocorre de mercado.  Eles querem controlar o resultado destas interações.  Eles são socialistas.  Eles são de esquerda.  Por que é assim?
Vocês, futuros empreendedores, têm de entender isso e já irem se acostumando.  Amanhã, quando estiverem no mercado, gerenciando suas próprias empresas, vocês sentirão uma incompreensão diária e contínua, um genuíno desprezo dirigido a vocês por toda a chamada intelligentsia, a elite intelectual, aquele grupo de intelectuais que formam uma vanguarda.  Todos estarão contra vocês.
"Por que razão eles agem assim?", perguntou-se Bertrand de Jouvenel, que em seguida pôs-se a escrever um artigo explicando as razões pelas quais os intelectuais — no geral e salvo poucas e honrosas exceções — são sempre contrários ao processo de cooperação social que ocorre no mercado.
Eis as três razões básicas fornecidas por de Jouvenel.
Primeira, o desconhecimento.  Mais especificamente, o desconhecimento teórico de como funcionam os processos de mercado.  Como bem explicou Hayek, a ordem social empreendedorial é a mais complexa que existe no universo.  Qualquer pessoa que queira entender minimamente como funciona o processo de mercado deve se dedicar a várias horas de leituras diárias, e mesmo assim, do ponto de vista analítico, conseguirá entender apenas uma ínfima parte das leis que realmente governam os processos de interação espontânea que ocorrem no mercado.  Este trabalho deliberado de análise para se compreender como funciona o processo espontâneo de mercado — o qual só a teoria econômica pode proporcionar — desgraçadamente está completamente ausente da rotina da maior parte dos intelectuais.
Intelectuais normalmente são egocêntricos e tendem a se dar muita importância; eles genuinamente creem que são estudiosos profundos dos assuntos sociais.  Porém, a maioria é profundamente ignorante em relação a tudo o que diz respeito à ciência econômica.
A segunda razão, a soberba. Mais especificamente, a soberba do falso racionalista.  O intelectual genuinamente acredita que é mais culto e que sabe muito mais do que o resto de seus concidadãos, seja porque fez vários cursos universitários ou porque se vê como uma pessoa refinada que leu muitos livros ou porque participa de muitas conferências ou porque já recebeu alguns prêmios.  Em suma, ele se crê uma pessoa mais inteligente e muito mais preparada do que o restante da humanidade.  Por agirem assim, tendem a cair no pecado fatal da arrogância ou da soberba com muita facilidade.
Chegam, inclusive, ao ponto de pensar que sabem mais do que nós mesmos sobre o que devemos fazer e como devemos agir.  Creem genuinamente que estão legitimados a decidir o que temos de fazer.  Riem dos cidadãos de ideias mais simplórias e mais práticas.  É uma ofensa à sua fina sensibilidade assistir à televisão.  Abominam anúncios comerciais.  De alguma forma se escandalizam com a falta de cultura (na concepção deles) de toda a população.  E, de seus pedestais, se colocam a pontificar e a criticar tudo o que fazemos porque se creem moral e intelectualmente acima de tudo e todos. 
E, no entanto, como dito, eles sabem muito pouco sobre o mundo real.  E isso é um perigo.  Por trás de cada intelectual há um ditador em potencial.  Qualquer descuido da sociedade e tais pessoas cairão na tentação de se arrogarem a si próprias plenos poderes políticos para impor a toda a população seus peculiares pontos de vista, os quais eles, os intelectuais, consideram ser os melhores, os mais refinados e os mais cultos.
É justamente por causa desta ignorância, desta arrogância fatal de pensar que sabem mais do que nós todos, que são mais cultos e refinados, que não devemos estranhar o fato de que, por trás de cada grande ditador da história, por trás de cada Hitler e Stalin, sempre houve um corte de intelectuais aduladores que se apressaram e se esforçaram para lhes conferir base e legitimidade do ponto de vista ideológico, cultural e filosófico.
E a terceira e extremamente importante razão, o ressentimento e a inveja.  O intelectual é geralmente uma pessoa profundamente ressentida.  O intelectual se encontra em uma situação de mercado muito incômoda: na maior parte das circunstâncias, ele percebe que o valor de mercado que ele gera ao processo produtivo da economia é bastante pequeno.  Apenas pense nisso: você estudou durante vários anos, passou vários maus bocados, teve de fazer o grande sacrifício de emigrar para Paris, passou boa parte da sua vida pintando quadros aos quais poucas pessoas dão valor e ainda menos pessoas se dispõem a comprá-los.  Você se torna um ressentido.  Há algo de muito podre na sociedade capitalista quando as pessoas não valorizam como deve os seus esforços, os seus belos quadros, os seus profundos poemas, os seus refinados artigos e seus geniais romances. 
Mesmo aqueles intelectuais que conseguem obter sucesso e prestígio no mercado capitalista nunca estão satisfeitos com o que lhes pagam.  O raciocínio é sempre o mesmo: "Levando em conta tudo o que faço como intelectual, sobretudo levando em conta toda a miséria moral que me rodeia, meu trabalho e meu esforço não são devidamente reconhecidos e remunerados.  Não posso aceitar, como intelectual de prestígio que sou, que um ignorante, um parvo, um inculto empresário ganhe 10 ou 100 vezes mais do que eu simplesmente por estar vendendo qualquer coisa absurda, como carne bovina, sapatos ou barbeadores em um mercado voltado para satisfazer os desejos artificiais das massas incultas."
"Essa é uma sociedade injusta", prossegue o intelectual.  "A nós intelectuais não é pago o que valemos, ao passo que qualquer ignóbil que se dedica a produzir algo demandado pelas massas incultas ganha 100 ou 200 vezes mais do que eu".  Ressentimento e inveja.
Segundo Bertrand de Jouvenel,
O mundo dos negócios é, para o intelectual, um mundo de valores falsos, de motivações vis, de recompensas injustas e mal direcionadas . . . para ele, o prejuízo é resultado natural da dedicação a algo superior, algo que deve ser feito, ao passo que o lucro representa apenas uma submissão às opiniões das massas.
[...]
Enquanto o homem de negócios tem de dizer que "O cliente sempre tem razão", nenhum intelectual aceita este modo de pensar.
E prossegue de Jouvenel:
Dentre todos os bens que são vendidos em busca do lucro, quantos podemos definir resolutamente como sendo prejudiciais?  Por acaso não são muito mais numerosas as ideias prejudiciais que nós, intelectuais, defendemos e avançamos?
Conclusão
Somos humanos, meus caros.  Se ao ressentimento e à inveja acrescentamos a soberba e a ignorância, não há por que estranhar que a corte de homens e mulheres do cinema, da televisão, da literatura e das universidades — considerando as possíveis exceções — sempre atue de maneira cega, obtusa e tendenciosa em relação ao processo empreendedorial de mercado, que seja profundamente anticapitalista e sempre se apresente como porta-voz do socialismo, do controle do modo de vida da população e da redistribuição de renda.

Fonte: aqui.

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

O caso de Sofia: estado sequestra crianças na Noruega

Por Diego Barros
Advogado, membro do grupo Frei Caneca (EPL-PE) e conselheiro fiscal do Ilin

A Noruega é um país com um alto índice de desenvolvimento humano, alcançado graças a uma ampla liberdade econômica em conjunto com o desenvolvimento de uma vasta rede de proteção social. Tais fatores fazem dessa nação um lugar invejável e modelo a ser seguido pelos demais países do globo, mas que nem por isso está livre do autoritarismo do poder estatal.

sexta-feira, 8 de abril de 2022

A educação estatal - e como ela seria em um livre mercado

A educação estatal - e como ela seria em um livre mercado
por , terça-feira, 7 de abril de 2015




N. do T.: o artigo a seguir foi adaptado para a realidade brasileira


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Eis o novo burocrata responsável pela educação dos seus filhos

quarta-feira, 30 de março de 2022

Quer reduzir a pobreza de maneira definitiva? De início, eis as 12 políticas que têm de ser abolidas

Quer reduzir a pobreza de maneira definitiva? De início, eis as 12 políticas que têm de ser abolidas
Como um verdadeiro livre mercado ajudaria os mais pobres

No Brasil, empreender e empregar legalmente são atividades extremamente onerosas.

Para abrir uma empresa são necessários 107 dias, em média.

Pagar impostos requer 2.600 horas apenas para preencher formulários (mais do que o dobro do segundo colocado, a Bolívia).

Empregar alguém traz um custo extra de 103% do salário só com impostos e outros encargos trabalhistas. Isso significa que, além do salário, você tem de pagar o equivalente a outro salário só com impostos, encargos sociais e trabalhistas. (Coisas como imposto sindical ou contribuição para a reforma agrária são comuns).

terça-feira, 15 de março de 2022

Quod Erat Demonstrandum

Edgard Freitas


Alguns dias atrás um visitante desse blog deixou um comentário, me recomendando a leitura de uma entrevista no site da UESC. O site estava fora do ar, e só hoje me toquei de ir ler.

Pois bem, a entrevistada era Márcia Rosely, do PC do B, conhecidíssima nos meios políticos da Universidade. Me abstenho de comentar toda a entrevista, mas somente um trecho, exemplificativo do que venho falando e criticando há muito tempo:

"Udo/Web – E quais os desafios para o ensino superior na atual conjuntura?
Márcia Rosely – A Universidade brasileira viveu um momento muito difícil. O pensamento neoliberal, além de sucatear as Universidades Públicas, sufocou o debate político durante vários anos. O chamado pensamento único contribuiu para a crise da produção teórica. "

quarta-feira, 9 de março de 2022

Os Dez Mandamentos para o Brasil que Queremos

O Brasil cansa. Esse tem sido o meu bordão, e convenhamos: é difícil não ficar pessimista com o “país do futuro”, que insiste tanto em se manter aprisionado aos mesmos erros do passado. Por isso mesmo, para contrapor minha quase desesperança, gosto de ler autores mais otimistas, que procuram focar nos aspectos positivos, ainda que sem cair em ilusões infantis. É o caso de Luiz Felipe D’Ávila.

Em seu novo livro, 10 Mandamentos: Do País que somos para o Brasil que queremos, D’Ávila percorre os principais problemas que impedem nosso avanço, mergulha nas características culturais da formação do povo brasileiro, e apresenta soluções práticas, mandamentos que precisam se tornar obsessões de todos aqueles que ainda escolhem acreditar no Brasil.

Apesar do tom mais propositivo e esperançoso, não falta realismo ao autor. A primeira frase da introdução já passa o recado: “O Estado brasileiro está quebrado, desacreditado e destruindo a credibilidade das instituições democráticas”. A seguir, D’Ávila explica os principais motivos para essa triste constatação, mostrando como é complicado empreender no Brasil para se criar riqueza, como a mentalidade estatizante criou um mecanismo perverso de incentivos, com inúmeros grupos parasitando em torno do governo em busca de privilégios, tudo isso sustentado por uma narrativa típica de criança mimada que olha para o “pai” como salvador de tudo.

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Frase de Tomáš Baťa

BATA SHOES are known all over the world. The founder of this company and Czech philanthropist Thomas Bata (1876-1932) was known and admired by his employees everywhere for his fairness, business skill and wisdom. This is what he wrote and practiced in his life: 

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Conservadores X Socialistas

Se um conservador não gosta de armas, ele se abstém de comprar uma.
Se um socialista não gosta de armas, ele quer que todas as armas seja consideradas ilegais.

Se um conservador é um vegetariano, ele se abstém de comer carne.
Se um socialista é um vegetariano, ele quer que todos os produtos de carne sejam banidos.

terça-feira, 28 de abril de 2020

Arab Spring’s hits and misses

Published: January 30




The chaos at the second anniversary of the Tahrir Square uprising is only the latest and most vivid illustration that Egypt’s revolution is going off the rails. It has revived talk about the failure of the Arab Spring and even some nostalgia for the old order. But Arab dictators such as Hosni Mubarak could not have held onto power without even greater troubles; look at Syria. Events in the Middle East the past two years underscore that constitutions are as vital as elections and that good leadership is crucial in these transitions.

terça-feira, 14 de abril de 2020

O Navio está afundando...

O navio está afundando, e há um bote para salvar a todos:
O Liberal: discute se o bote vai dar lucro
O Conservador: discute quantas famílias vão ser salvas
o Libertário: se joga no mar, pq quer morrer sozinho!
O Socialista: Fura o bote, pq quer morrer é uma atitude coletiva
O Anarquista: mata todo mundo, pq não quer ninguém mandando nele

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Escola Pública: Sobra Dinheiro e Incompetência

Um dos mantras dos professores de escolas públicas é que "o governo precisa investir mais em educação". Ledo engano... o gasto que o governo municipal de São Paulo tem com cada aluno por mês é de R$ 921,13; por analogia, este seria o valor equivalente a uma mensalidade escolar das mais caras da rede particular! Nem precisa falar qual rede é melhor...

Texto de Roberto Barricelli, do Instituto Liberal.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

A maneira como ajudamos as pessoas não ajuda as pessoas

A maneira como ajudamos as pessoas não ajuda as pessoas
por , quinta-feira, 11 de setembro de 2014



bolsa.jpgA maior forma de caridade, argumentou o filósofo judeu Maimônides, ainda no século XII, ocorre quando a ajuda dada permite ao ajudado se tornar auto-suficiente.
No entanto, os sistemas de caridade estatal vigentes ao redor do mundo — eufemisticamente chamados de 'sistemas de bem-estar social' — geraram o efeito oposto: eles na realidade criaram dependência.  Logo, é urgente repensar a maneira como estamos atualmente delegando ao estado a tarefa de ajudar as pessoas.
Irei aqui sugerir algo que muitos poderão considerar perturbador e desconcertante: o bem-estar social e todas as variedades de assistencialismo seriam mais eficazes, mais variados, mais difundidos e mais baratos se não houvesse nenhum envolvimento estatal.