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terça-feira, 13 de agosto de 2024

Frases de Alexandr Solzhenitsyn (IV)

"Por que é que a Alemanha precisou castigar seus malfeitores e a Rússia não precisa? Que caminho de perdição será o nosso, se não é possível purificar-nos desse mal que empeçonha o nosso corpo? O que a Rússia poderá ensinar ao mundo? (...). Um país [Alemanha] que oitenta e seis mil vezes, do alto do estrado do tribunal, reprovou o crime (e o condenou irreversivelmente na literatura e entre a juventude) purifica-se ano após ano e de degrau em degrau desse mesmo crime. E nós, que devemos fazer?... Um dia, os nossos descendentes chamarão a várias das nossas gerações de as gerações dos imbecis: primeiro, submissamente, deixamo-nos massacrar aos milhões, depois, com solicitude, amimamos os nossos assassinos na sua velhice feliz" (Alexandr Soljenítsin).

sábado, 15 de abril de 2023

Conselhos de Mário Ferreira dos Santos para o desenvolvimento da inteligência


I. Leia as grandes obras da literatura universal, e procure vivê-las na imaginação e no sentimento. Recite os famosos monólogos da literatura como se fosse a própria personagem.

II. Dedique-se um pouco à arte teatral. Leia uma peça de teatro e procure interpretá-la. Os exercícios com peças teatrais facilita viver diversas vidas, o que é também um estimular da imaginação.

domingo, 9 de abril de 2023

Leitura: liberdade e diferença

Por Juan Perucho

A comunicação de massas (televisão, rádio, cinema) nos torna iguais, nos uniformiza, e assim nos encontramos rindo das mesmas piadas e afinal pensando da mesma maneira. A leitura, pelo contrário, nos liberta e possibilita a meditação daquilo que vamos lendo.

segunda-feira, 13 de março de 2023

Anti-Communist Manifesto (Jiří Klobouk, 1975)

PREFACE TO THE ENGLISH EDITION

The English edition of this document, written in Czech in Canada in 1975, was inspired by my recent visit to The Museum of Communism in Prague. I was astounded to encounter the sacred relics of the totalitarian regime on display for everyone to see: tools of socialist propaganda, statues of tyrants stripped to nakedness, slices of everyday life as empty as the bare grocery store shelves, fading flags, shiny medals and anti-American slogans in the most vitriolic of languages. The interrogator's room of the Secret Police (STB) envelops you with horror. You can hear the weak voice of your contemporary confessing after a sleepless night to a crime he or she didn't commit. You can almost smell the decomposing bodies of those who dared oppose the Big Red Lie.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Chesterton - A Igreja e o Estado

G. K. Chesterton, "The Divine Detective", em A Miscellany of Men (Kindle, pos. 1720-1729).

"A Igreja Cristã pode ser melhor definida como um enorme detetive privado, corrigindo o detetive oficial - o Estado. Isso, de fato, é uma das injustiças cometidas contra o Cristianismo histórico; injustiças que surgem de olhar p...ara complexas exceções e não para o grande e simples fato. [...] A Igreja consentiu, em um momento maligno, imitar a comunidade e empregar crueldade. Mas se nós abrirmos nossos olhos e olhar para a imagem inteira, se olharmos para a forma geral e para a cor da coisa, a verdadeira diferença entre o Cristianismo e o Estado é grande e clara. O Estado, em todos os lugares e épocas, criou um mecanismo de punição, mais brutal e sangrento em alguns lugares, mas brutal e sangrento em todos os lugares. A Igreja é a única instituição que tentou criar um mecanismo de perdão. A Igreja é a única coisa que já tentou criar um método de procurar e descobrir crimes, não a fim de vingá-los, mas a fim de perdoá-los.

domingo, 25 de dezembro de 2022

Arquimedes, contador de areia



Tradução


"Há quem pense, Rei Gelão, que o número de grãos de areia é infinito. E quando menciono areia refiro-me não só aquela que existe em Siracusa e no resto da Sicilia mas também àquela que se encontra nas outras regiões, sejam elas habitadas ou desabitadas. Mais uma vez, há quem, sem considerá-lo infinito, pense que nenhum número foi ainda nomeado que seja suficientemente grande para exceder a sua multiplicidade. E é claro que aqueles que têm esta opinião, se imaginassem uma massa de areia tão grande como a massa da terra, incluindo nesta todos os mares e depressões da terra preenchidas até uma altura igual à mais alta das montanhas, estariam muito longe ainda de reconhecer que qualquer número poderia ser expresso de tal forma que excedesse a multiplicidade da areia aí existente. Mas eu tentarei mostrar-vos, através de provas geométricas que conseguireis acompanhar que, dos números nomeados por mim e que constam no trabalho que enviei a Zeuxipo, alguns excedem, não só o número da massa de areia igual em magnitude à da terra preenchida da maneira que atrás referi, mas também da massa igual em magnitude à do universo. Ora, vós estais por certo conscientes de que 'universo' é o nome dado por muitos astrónomos à esfera cujo centro é o centro da terra e cujo raio é igual à linha recta entre o centro do sol e o centro da terra. Esta é a definição comum, como tendes ouvido dos astrónomos. Mas Aristarco de Samos escreveu um livro no qual as premissas levam ao resultado de que o universo é muitas vezes maior do que aquele que é agora considerado. A hipótese dele é que as estrelas fixas e o sol permanecem imóveis, que a terra gira em torno do sol na forma de uma circunferência, que o sol permanece no centro da órbita e que a esfera das estrelas fixas, situada relativamente perto do centro do sol, é tão grande que o círculo em que ele supõe que a terra gira suporta uma proporção, relativamente à distância das estrelas fixas tal como o centro da esfera suporta relativamente à sua superfície. É fácil de ver que isto é impossível; pois dado que o centro da esfera não tem dimensão, não o podemos conceber para suportar qualquer proporção relativamente à superfície da esfera. Temos contudo de aceitar que Aristarco assim pense pela nossa parte, porque consideramos a terra como se fosse o centro do universo, a proporção que a terra suporta relativamente àquilo que descrevemos como sendo o 'universo' é igual à proporção da esfera contendo o círculo em que ele supõe que a terra gira comparativamente à esfera das estrelas fixas. Pois ele faz uma adaptação dos seus resultados às demonstrações tendo em conta hipóteses deste tipo, e em particular parece que ele supõe que a magnitude da esfera que representa a terra em movimento é igual à magnitude daquilo a que chamamos o 'universo'. Então eu digo que, mesmo que uma esfera constituída por uma tão elevada quantidade de areia como sendo comparativa à da esfera das estrelas fixas, como supõe Aristarco, eu continuarei a demonstrar que, dos números mencionados nos "Princípios", alguns excedem em multiplicidade o número da areia igual em magnitude à esfera atrás referida, desde que as seguintes suposições sejam feitas.






quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Chesterton e as pequenas comunidades

Não é elegante, hoje em dia, tecer muitos comentários a respeito das vantagens da pequena comunidade. Dizem que devemos participar de vastos impérios e cultivar idéias grandiosas. Há uma vantagem, contudo, num pequeno Estado, cidade ou vila, que apenas os deliberadamente cegos conseguem deixar de ver: o homem que vive na pequena comunidade vive num mundo mais amplo. Sabe muito mais sobre as diversidades ameaçadoras e as divergências intrasigentes dos homens. O motivo é óbvio. Numa grande comunidade, podemos escolher nossos parceiros. Numa comunidade pequena, os parceiros não são escolhidos. Assim, em todas as sociedades grandes e altamente civilizadas surgem grupos baseados no que chamamos de afinidade, e excluem o mundo real de um mundo mais brusco dos que os portões de um monastério.

domingo, 21 de agosto de 2022

José Ortega y Gasset's The Revolt of the Masses


(...)
Ortega’s brilliant insight came in understanding that the battle between ‘up’ and ‘down’ could be as important in spurring social and cultural change as the conflict between ‘left’ and ‘right’. This is not an economic distinction in Ortega’s mind. The new conflict, he insists, is not between “hierarchically superior and inferior classes…. upper classes or lower classes.” A millionaire could be a member of the masses, according to Ortega’s surprising schema. And a pauper might represent the elite.

The key driver of change, as Ortega sees it, comes from a shocking attitude characteristic of the modern age—or, at least, Ortega was shocked. Put simply, the masses hate experts. If forced to choose between the advice of the learned and the vague impressions of other people just like themselves, the masses invariably turn to the latter. The upper elite still try to pronounce judgments and lead, but fewer and fewer of those down below pay attention.

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Proyectos monárquicos en el Río de la Plata 1808-1825

San Isidro (Provincia de Buenos Aires), mayo 2011. Este miércoles 18 de mayo (D.m.), a las 19:00, en el Museo, Biblioteca y Archivo Histórico Municipal «Dr. Horacio Beccar Varela» (Adrián Beccar Varela 774, San Isidro) se realizará la presentación del nuevo libro de Bernardo Lozier Almazán Proyectos monárquicos en el Río de la Plata, 1808-1825. Los reyes que no fueron (Sammartino Ediciones, colección Conciencia Histórica, Buenos Aires 2011). La presentación estará a cargo del Licenciado Ignacio Brach.

terça-feira, 28 de junho de 2022

Most cited authors of books in the humanities, 2007

FieldCitations to books in 2007
Michel Foucault (1926-1984) Philosophy, sociology, criticism2,521
Pierre Bourdieu (1930-2002) Sociology2,465
Jacques Derrida (1930-2004) Philosophy1,874
Albert Bandura (1925- ) Psychology1,536
Anthony Giddens (1938- ) Sociology1,303
Erving Goffman (1922-1982) Sociology1,066
Jurgen Habermas (1929- ) Philosophy, sociology1,049
Max Weber (1864-1920) Sociology971
Judith Butler (1956- ) Philosophy960
Bruno Latour (1947- ) Sociology, anthropology944
Sigmund Freud (1856-1939) Psychoanalysis903
Gilles Deleuze (1925-1995) Philosophy897
Immanuel Kant (1724-1804) Philosophy882
Martin Heidegger (1889-1976) Philosophy874
Noam Chomsky (1928- ) Linguistics, philosophy812
Ulrich Beck (1944- ) Sociology733
Jean Piaget (1896-1980) Philosophy725
David Harvey (1935- ) Geography723
John Rawls (1921-2002) Philosophy708
Geert Hofstede (1928- ) Cultural studies700
Edward W. Said (1935-2003) Criticism694
Emile Durkheim (1858-1917) Sociology662
Roland Barthes (1915-1980) Criticism, philosophy631
Clifford Geertz (1926-2006) Anthropology596
Hannah Arendt (1906-1975) Political theory593
Walter Benjamin (1892-1940) Criticism, philosophy583
Henri Tajfel (1919-1982) Social psychology583
Ludwig Wittgenstein (1889-1951) Philosophy583
Barney G. Glaser (1930- ) Sociology577
George Lakoff (1941- ) Linguistics577
John Dewey (1859-1952) Philosophy, psychology, education575
Benedict Anderson (1936- ) International studies573
Emmanuel Levinas (1906-1995) Philosophy566
Jacques Lacan (1901-1981) Psychoanalysis, philosophy, criticism526
Thomas S. Kuhn (1922-1996) History and philosophy of science519
Karl Marx (1818-1883) Political theory, economics, sociology501
Friedrich Nietzsche (1844-1900) Philosophy501

terça-feira, 7 de junho de 2022

Os Grandes Livros do Mundo Ocidental

"Os clássicos são aqueles livros que todos adoram citar mas efetivamente poucos lêem".
Charles Dickens.

Great Books of the Western World é uma série publicada pela Enciclopédia Britânica com uma seleção das melhores obras publicadas em todos os tempos. Seu idealizador foi o educador norte-americano Mortimer Adler (1902-2001), um dos maiores pedagogos de nosso tempo lamentavelmente desconhecido no Brasil.

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Inimiga do 'Ctrl C + Ctrl V', Barsa segue fiel ao papel e lança nova edição

Inimiga do 'Ctrl C + Ctrl V', Barsa segue fiel ao papel e lança nova edição

Vendas crescem cerca de 10% ao ano após adoção de parcelamento maior.
'Britânica', modelo para a versão nacional, anunciou fim da versão em livros.

Cauê MuraroDo G1, em São Paulo

domingo, 27 de março de 2022

Smaller Faster Lighter Denser Cheaper

In the face of today’s environmental and economic challenges, doomsayers preach that the only way to stave off disaster is for humans to reverse course: to de-industrialize, re-localize, ban the use of modern energy sources, and forswear prosperity. But in this provocative and optimistic rebuke to the catastrophists, Robert Bryce shows how innovation and the inexorable human desire to make things Smaller Faster Lighter Denser Cheaper is providing consumers with Cheaper and more abundant energy, Faster computing, Lighter vehicles, and myriad other goods. That same desire is fostering unprecedented prosperity, greater liberty, and yes, better environmental protection.

terça-feira, 15 de março de 2022

Quod Erat Demonstrandum

Edgard Freitas


Alguns dias atrás um visitante desse blog deixou um comentário, me recomendando a leitura de uma entrevista no site da UESC. O site estava fora do ar, e só hoje me toquei de ir ler.

Pois bem, a entrevistada era Márcia Rosely, do PC do B, conhecidíssima nos meios políticos da Universidade. Me abstenho de comentar toda a entrevista, mas somente um trecho, exemplificativo do que venho falando e criticando há muito tempo:

"Udo/Web – E quais os desafios para o ensino superior na atual conjuntura?
Márcia Rosely – A Universidade brasileira viveu um momento muito difícil. O pensamento neoliberal, além de sucatear as Universidades Públicas, sufocou o debate político durante vários anos. O chamado pensamento único contribuiu para a crise da produção teórica. "

sábado, 4 de setembro de 2021

Trecho de Viktor Frankl


Frankl gosta de citar esta frase de Nietzsche: "Quem tem por que viver pode suportar quase qualquer como." No campo de concentração todas as circunstâncias conspiram para fazer o prisioneiro perder seu controle. Todos os objetivos comuns da vida estão desfeitos. A única coisa que sobrou é "a última liberdade humana" - a capacidade de escolher a atitude pessoal que se assume diante de determinado conjunto de circunstâncias". Esta liberdade última, reconhecida pelos antigos estóicos e pelos modernos existencialistas, assume um vívido significado na história de Frankl. Os prisioneiros eram apenas cidadãos comuns; mas alguns, pelo menos, comprovaram a capacidade humana de erguer-se acima do seu destino externo ao optarem por serem "dignos do seu sofrimento".